Casa do Poeta promove Sarau Poético na Rua das Crianças

Os jovens que participam das oficinas da Casa do Poeta durante 2014 foram condecorados na 42ª Feira do Livro da FURG, na Rua das Crianças, na noite de sábado (07). A partir das 19h30, foram divulgados os premiados do 11º Concurso Literário Infanto-Juvenil Casa do Poeta Brasileiro. Após, o participantes puderam prestigiar um sarau poético com a leitura dos poemas selecionados e com intervenções artísticas do Centro de Escritores Lourencianos, do Centro Literário Pelotense, entre outros parceiros e integrantes da Casa do Poeta de Rio Grande. Há 16 anos, a instituição desenvolve oficinas de leitura e produção textual nas escolas particulares e públicas do município. Os textos, então, são selecionados por estudantes que participaram das atividades literárias da instituição. “O projeto é um motivador para que os jovens desenvolvam desde cedo o gosto pela leitura e pela produção textual, fazendo disso um hábito”, explica a presidente da Casa do Poeta, Aila Maria Pacheco.

Escritores contam sobre os seus primeiros passos na literatura

Os escritores Breno Serafini, Rodrigo de Oliveira e Luiz Augusto Andreoli participaram de conversa literária na 42ª Feira do Livro da FURG na noite de sábado (07). Os escritores fizeram um bate-papo com os visitantes, contando sobre suas experiências e influências literárias. A atividade foi mediada pela professora do Instituto de Letras e Artes (ILA) da FURG, Adriana Gibbon. Breno Serafini, que é autor da coletânea de crônicas de humor “Picassos Falsos” e patrono da 16ª Feira do Livro do município de Santiago, contou que começou a se interessar pela literatura durante a adolescência, por influência de Monteiro Lobato, Chico Buarque e Gilberto Gil. Pelo caráter ideológico, o escritor destaca a sua inspiração nas obras “Veias Abertas da América Latina”, de Eduardo Galeano, e “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez. “Foi o que me deu prazer pela língua”, assinala.

Ao narrar as suas primeiras experiências com a literatura, Rodrigo de Oliveira, que é professor de Patrimônio Histórico e História Indígena da FURG, disse que o seu desejo de ser escritor iniciou com leitura às escondidas, quando criança, de clássicos de mistério e suspense, como Agatha Christie e Arthur Conan Doyle. Pela experiência acadêmica de desenvolver pesquisas relacionadas ao Fascismo, Oliveira começou a sua produção literária como “um ato de rebeldia”, como um mundo paralelo à História. “Era uma fuga à História”, revela. Já para Luiz Augusto Andreoli, a literatura sempre foi algo natural em sua vida, pela influência paterna, também escritor, e pelo contato constante com os livros. Aos nove anos, já produzia os seus primeiros escritos. “Nunca tive problemas para escrever. É algo natural”, conta. No entanto, o escritor dedicou-se à Física e à Matemática durante a sua carreira acadêmica. Por 15 anos, ficou praticamente sem escrever. Depois, redescobriu a sua vocação autoral. Entre as suas obras, estão “Histórias de Areia”, “Em volta do fogo”, “O pastel voador” e “O helicóptero de madeira”. Em 2015, Andreoli lançou o livro “Histórias Pequenas”

 

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